Caraguatatuba fica no Litoral Norte de São Paulo e seu nome vem do tupi, algo como “lugar com muitos caraguatás” — uma planta típica da região.
Antes da chegada dos portugueses, a área era habitada por povos indígenas tupinambás, que viviam da pesca, da caça e da agricultura, sempre muito ligados ao mar e à mata atlântica.
A ocupação portuguesa começou por volta do século XVII. Em 1653, o local foi elevado à condição de vila, mas a coisa não foi fácil:
Ataques indígenas
Isolamento geográfico
Falta de apoio da Coroa Portuguesa
Tudo isso fez com que Caraguatatuba fosse praticamente abandonada por décadas, chegando a perder sua autonomia administrativa.
No século XVIII, moradores voltaram a se fixar na região. A economia era simples e baseada em:
Agricultura de subsistência
Pesca
Pequeno comércio local
Mesmo assim, Caraguatatuba permaneceu pequena, isolada e com acesso difícil ao restante do estado.
Esse é um dos capítulos mais marcantes da história da cidade.
Em março de 1967, chuvas intensas causaram deslizamentos gigantescos na Serra do Mar. O resultado foi devastador:
Centenas de mortos
Bairros inteiros soterrados
A cidade praticamente destruída
Esse evento ficou conhecido como a Maior Tragédia Natural do Brasil até hoje. Apesar da dor, ele marcou um ponto de virada.
Após a tragédia:
O governo investiu pesado na reconstrução
Estradas foram melhoradas (especialmente a ligação com o Vale do Paraíba)
O turismo começou a ganhar força
A partir das décadas de 1970 e 1980, Caraguatatuba cresceu rápido, deixando de ser uma vila isolada para virar um importante polo urbano do Litoral Norte.
Atualmente, Caraguatatuba é:
A cidade mais populosa do Litoral Norte paulista
Um centro regional de comércio, saúde e serviços
Forte no turismo de praia, eventos culturais e esportivos
Além disso, mantém uma relação muito forte com a Mata Atlântica, equilibrando desenvolvimento urbano e natureza.